terça-feira, 11 de agosto de 2009

Oiço a chuva inconsistentemente…
Oiço então um vento quente a tocar nos pinheiros – é a minha verdade hoje, agora.
Oiço lembranças que ainda existem
Revejo imagens que ainda caminham
Sinto coisas – achava-as mortas

Não passou assim tanto tempo
Não passou assim tanto tempo
O surpreender é o sempre
E no sempre há alegrias escondidas e simples
Tão simplesmente…simples

Já não sei escrever
Já não sei perceber
Nunca entendi a razão pelo que…
E
Nunca soube sentir como os “normais”.
Quem?

Isto é tudo muito estranho
Tudo muito estranho.


Mas estou assim… bem
Tem tudo muito mais valor e mais importância,
E por isso estou bem.

Ontem ao ir para a praia perdi-me.
Ao andar nas rochas desequilibrei-me.
As notícias na TV soam-me mal.
Não consigo comer de manhã,
O sol queima cruelmente a minha pele.
O meu cão ao me ver chorou canidiamente.
Ao ver Lisboa, ainda a voar, deu-me um ataque de alergias.
Não tenho planos por agora, sabe bem…
O calor emociona-me

E eu ainda sinto tanto
Demais, certo?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Hugh - "...remember that words are signals, counters. They are not inmortal. And it can happen - to use an image you'll understand - it can happen that a civilisation can be imprisoned in a linguistic contour which no longer matches the landscape of...fact"

Translations by Brian Friel

terça-feira, 7 de julho de 2009

Notas soltas - County Claire, Doolin, Ireland

No pais mais musical e literario
A cultura e assim
E esta e diferente como todas as outras.

Sao onze da noite. O comum onde as pessoas reunem-se; a luz e pouca o balcao e comprido e ha varias mesas e cadeiras. Desta vez ha gentes de diferentes idades, ouvem-se americanos entusiasticamente a falar enquando bebem uma pint de Guiness ou uma pint de Carlsberg. E um lugar onde ha fortes ligacoes com os USA - imigrantes e visitantes. Nas paredes vem-se dolars colados e fotografias de musicos de musica tradicional, presumo eu que sejam importantes ou famosos.
Sentados no centro do pub ha quatro musicos, a senhora toca violino de costas para nos.
O cheiro a alchool precorre o espaco a musica aguda quase que abafa as conversas soltas. Ao olhar para debaixo das mesas veem-se pes a seguir a rapidez da melodia. Ha quem acompanhe com palmas ou apenas discretamente movendo a cabeca ou com maos na mesa ou no colo.
O som e contente, forte, organico e de personalidade forte; unicamente proprio.
As pints comecam a dar efeito. As gargalhadas nao tem vergonha, e eu nao paro de sorrir.

La fora o silencio vai aumentando a medida que vamos andando. Damos a mao porque a escuridao e tanta. O ar esta morno. O campo esta tao calado que ha profundidade em tudo... por isso temos que nos rir baixinho.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

I was sick of home
I was suppressed by everything
I was consumed by TV
Lazy, bored, dead

My soul was sick
My heart damadge
My head infected, full of shit

Now and then I miss home
Amazed by every blossom
Happly consumed by a city
Energyzed, busy, alive

Everyday I'm in love
Grateful for what I have back there
So grateful for what I have here
Looking forward for what is yet to come

It is what it seems to be


Por agora me imagino-me na varanda de bikini sentada no cadeirao com as pernas esticadas
O Harumi a pedir-me para ir a rua
O Gauldin a derrenter no sol
A musica a passear pela casa a cantar:

"O Pato
Vinha cantando alegremente
Quém! Quém!
Quando um Marreco
Sorridente pediu
Prá entrar também no samba
No samba, no samba...

...

Quém! Quém! Quém! Quém!"

Daqui a uma hora vou ate as minhas Avenkas mergulhar
Talvez depois beba uma super bock acompanhada por tremocos
Sao 19:20. Ponho os headphones e vou andando.
Ao chegar a rua assobiu e logo vem ele a correr
Dou aos dois de comer.
Abro a janela da sala e sento-me ao comprido a ver as noticas na SIC
Mexo no meu cabelo...esta encaracolado e humm...sabe a sal.
- Maeeeeee o que e o jantar?

terça-feira, 5 de maio de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Que ser EU oh sua realidade controcida?
E demais, e demais para se aguentar.
Chegas a ser tortura vincada com toda essa forca e perspicacia.
Tudo isso assim muito contido, nao consigo respirar.Nao o consigo Ser so.
Imagens distorcidas, sem preencipio e sem fim, sempre a baterem contrar mim constantemente. Essas imagens acompanhadas por cheiros, sons e memorias por identificar.

Nao me roubes a alegria, nao escondas a realidade pura que eu tanto faco por ver.
Ate no meu dormir me has-de incomodar?
Porque motivo? Mostra-te de uma vez por todas e ao te definires desaparece, desaparece de mim.
Quero-me em harmonia e em plenitude ou algo assim parecido.
Demonios assim nao os quero.
Adeus. Um forte adeus. Vou dizendo-o ate se calar, calar esse incessante de merda da minha mente.

domingo, 29 de março de 2009

countryside...
coldness
nice
screams
screams from upstairs...

There is a dog
There is internet...

It reminds me of something... very familiar... very cosy...


Portugal...Ireland.

Red hair and blue eyes...

Don't know actually.

I'm just Invisible

I'm just Invisible...