sexta-feira, 17 de outubro de 2008



Om bhur bhuvah svah


tat savitur varenyam


bhargo devasya dhimahi


dhiyo yonah prachodayat

domingo, 12 de outubro de 2008

Deixa de vir quando não puderes
E vem quando não vires a existir

Vem somente de um pensamento uma vontade de tentar imaginar
imaginar um possível desaconteçer

Entretanto vou-me deitar e esperar,
Vestida num vestido de cor
com os saltos mais altos que tenho no meu armário
sem dores, sem medos, sem inseguranças.

Vem somente uma vontade única
E eu, deixo de acreditar em tudo que alguma vez desconfiei
assim me deixo por uma vez,
até o deixar de vir a ser,
porque um dia faz uma pequena diferença e o amanhã vai-se transformar...
como o contínuo cessar de coisas sem nada.

Bom dia amanhã

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Apenas nada tenho a concluir... nada mesmo. Talvez somente que...


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Hoje abri aquele sol que se escondia atrás de uma pedra.
Nunca conheci nenhum deles - sois.
Por ai é o que há mais; pedras que estremecem a qualquer sopro.
Vento é algo que toca a todos, consegue percorrer tudo o que vive sem nunca se subestimar:

Em bola de sabão:

Dia 10 de Julho de madrugada 2005
Pensar outrora sem saber,
O guerreiro conhecimento,
Palavras escritas do avesso,
Fazem sentido sem realidade
Calmamente tórrido de água queimada,
Aclarando num azul meus olhos,
Dor transparente que trespassa na minha mente,
Ruídos caprichosos cheios de imensa graça arrepiada,
Sem saber como meu ser é sendo ser que sou,
Seres vem e me rodeiam asfixiando,
Cada passo de cada pensamento clandestino,
Toda eu fico assim perdida no meu único destino.

Tudo e nada me é implacável,
Tudo interfere nesta passagem,
Sólida de quebras constantes,
Uma imensa cortina me cobre com espelhos quebrados,
Ora belos ora feios ora indiferentes,
É uma amiga, a cortina,
Engana, mente e dá conforto.
Ela me enfatiza,
Sendo minha amante companheira,
Cobre-me de protecção.
Concluindo que nada me é amiga nesta invejosa solidão.

Recurso de retaguarda.
Choro mar ardente,
Combustão de choro docemente áspero.
Minha alma vê por entre rochas um espinho,
Que perfura o meu pé surpreendido.
Alma do ser mar,
Ouve com cuidado suas algas mesquinhas,
As ondas vocalizam-se por entre a massa de gente,
Que estas, por sua vez dão voz a uma nova questão.
Despedaçada eu fico,
No meio de tanto simples reboliço turbilhão.

Sentado no café ali no largo da cidade, sozinho diz:
Estás e não estás
Sentes mas não transmites
Enganaste e sentes fingido
Fazes mas não executas
És mas tentas ser
Falas mas não completas

Sei mas não acredito
Vejo mas não percebo
Pergunto mas não respondo
Escrevo e contenho
Destrói e mantenho outra vez
Choro depois sorriu
Amo sem o sentir
Toquei sem perguntar
Afoguei-me no que não conheço.

Amanhã hei-de acordar novamente
Saber que nada interessa aos outros
Grande parte passa despercebida
Pois terei então de pedir desculpa
Amanhã vou ter que acordar.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Não sabem quanto amor pode ser demonstrado
Incrivelmente bonito
Nunca pensei que fosse possível
De facto o dia mostra -se sempre mais surpreendente do que se pode ... (i, a , s)
Incrível
Hoje vou-me beijar, abraçar e morrer um bocadinho até adormecer perpetuamente.
Amanhã vou acordar um bocado mais morta.
Bom dia sol - contigo irei ao mar e mergulhar todos os pensares e morrer só mais um bocadinho.
Um bocado mais até sumir de mim para mim mesma.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

E se eu tivesse tudo a dizer.
Momentos assim dão saudades
Saudades do que foi, e do que poderia ter vindo a ser
Olhares que marcam sempre
São sorrisos propositados em grande parte para fazer recordar certo elogio.
Abraçados esmerados. Forçados sem intenção mas que produzem o mesmo efeito.
Morreu tudo que existe nesse abraço – nada existe - tudo ganha aquele toque de memória subtil
Protecção nunca dada,receber enganoso …mas não tem mal.
Tudo o que viria a ser ganha estancia
Tudo o que foi ganhou importância
E eu fico bem assim, mas, não ontem não hoje.
Só peço desculpa sem intenção
Porque os pensamentos não coincidem
Saudades
Sinceras saudades.
(Me too)
Virás a saber?
Se não, limito-me a sorrir.


Jokerman feeling ( the special smile )

"False-hearted judges dying in the webs that they spin
Only a matter of time 'til the night comes stepping in."

sábado, 16 de agosto de 2008

E perante aquelas horas cada vez mais excitantes.
Quando o ir embora voltou para trás. Seguido de um jogo que parecia não acabar.



Imagens de sol e água profunda onde o som é absorvido pela visão.
Imagens de sol a queimar a pele, a queimar pensamentos repetidos.



De volta para o que parece realidade não há arrependimento, nenhum. Nenhum mesmo. O que é a vida sem desafios, sem tentações sem tentar, sem arriscar; é o que é, e bom o é.
Dias depois sentada numa sala por duas horas a apreciar a surpresa me dada de um dia para o outro de mão beijada.
Mão beijada…nah isso apenas se faz na brincadeira…
Sim. Brincadeiras bem recebidas, carinhos bem necessitados.
>Voltando para um tempo mais atrás; dançar algo que não se queria, não me apetecia, ainda assim não sei como, semi dancei pensado que dormir é que se avança, mesmo por entre tiros e crustáceos perigosos e águas profundas e escuras, ou por entre pessoas que já fizeram parte em tempos, por entre viagens sem razão e outras coisas mais.

E perante aquela hora que nunca tinha parado um momento que fosse para imaginar que essa mesma hora pudesse vir acontecer.
Há coisas estranhas, não é? Ou assim pensamos que sejam – estranhas.
Há quereres mais fortes do que as regras sentimentais em situação de relação.
Sendo assim vou partir. Partir tudo o que há partida não se pode tomar por garantido.
Partir tudo. Partir todas as expectativas, partir todos os acontecimentos perdidos – não dá em NADA.

E assim deve ser, por agora. Um caso solitário. Feliz, apreciado. Assim se fez acontecer.