terça-feira, 26 de janeiro de 2010

I was told to go and find someone who can love me
Should I go?
How does that work ?

Painful.

You don't, but I do.
It's you.

It hurts.

But someone will know how to love me, right?
You can't anymore, isn't that so?
Then I remind you not to forget how to love, please don't forget .

Beautiful creature I met and loved...

Goodbye?

domingo, 24 de janeiro de 2010

I want you to want me
I need you to need me



Sounds so cliché

But I so want it.

I miss you

I need you



During the day? It's been wonderful but by the end of the day, at night you're the one I think about.


Wishing you to think of me.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Bit depressed? Try eating 9 after eight chocolates. I just did now. Non stop.
Tomorrow I'll be all shiny and I'll be drinking green tea and lots of water.

I'm trying to help myself

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Isto do novo ano é treta.

Todos os dias são novos e isso é suficiente

Nós Seres Humanos somos tão queridos, tão estúpidos
It's not this night/day that is gonna define your future events

Bullshit all.


I love you

I love myself



I fell so horny for 2010 ?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


A minha experiência em dublin?
My experience in Dublin?

It’s hard to describe…at least for now. Maybe when I leave Ireland for good I’ll know exactly what to think of my experience.
I know for now, that I like walking down the streets. I feel comfortable and free.
There are young people and many nationalities. Everything is very unexpected here, never know what’s going to happen. And I like that.
I like being Portuguese here…but for no special reason. Maybe because I know that I don’t belong here and that gives me some sort of power. I don’t feel superior…no, it´s not that. I guess I feel really good on my own skin and history.
I’ve learn to appreciate my country, even though I don’t feel like moving back there now, some place else maybe but not Portugal. Not for now… But yes, I now appreciate Portugal, the weather, the culture, the food, the wine, the beach…. And that’s thanks do Dublin.
Dublin, I know Dublin better then I know Lisbon, funny isn’t it? And I like Dublin, I never disliked it.
For all that this city has been offering me. For all that I’ve been learning here. For all the experiences, all the opportunities and all the blessings that has been given to me.
I might have never been sick so many times in my life like I've been since I got here, then my house was broken in (someone stole mine and my friends laptop), your door kicked during Saint Patrick’s, issues with housemate etc. It doesn’t really matter; I came because I was bored. I wanted so many things. I’ve been getting it all.
People seem to see me here,Who I am.
And I can only be happy about it

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não conseguia respirar, tinha que sair.

Uma pessoa sozinha num pub/bar é olhada com estranheza.
Um grupo levanta-se para se ir embora, um dos individuos ao passar por mim olha para trás para me ver a cara.
Um bêbado insiste em olhar para mim. O corpo dele treme. Eventualmente levanta-se e começa por se introduzir, não ouvi o nome dele e respondo - “No, Sorry, I don´t want to talk”. Ele fica decepcionado e não me chateia mais, apesar de vez em quando ainda olhar na minha direcção.

Não me sinto invisível e sinto-me ok. A música eleva-me. Aquele som da guitarra eléctrica. Que instrumento versátil, forte e sedutor. Tão cheio de personalidade e ainda assim consegue incorporar diferentes personagens. O som da guitarra pode ser incrivelmente sexy e esta noite a guitarra provou isso.

Estou bem. Só me apetece chorar e rir às gargalhadas mas em vez disso bebo mais um pouco dessa bebida escura que hoje sabe a sal.
Quero mais, sinto-me oca por dentro. Quero estar sozinha, estou sozinha e quero abraçar.

Olho lá para fora e parece que estou em Nova York, mesmo nunca tendo lá estado parece que estou em Nova York.

Nesta cidade pequena cheia de tanto. Por onde andas tu?

Fui falar com o baixista e ele conhece-te.

Meia hora depois tu apareces-te e não me abraçaste.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Estarei eu no lugar certo? Haverá tal realidade para alguém; estar no lugar certo?

Estou doente, mais uma vez estou doente. Já perdi a conta de quantas vezes já fiquei doente desde que me mudei para esta cidade. Certo é que bem me recordo das duas últimas vezes que fiquei doente; acabei na sala de emergências.
Fui a pé até ao James Hospital, que fica a 10 minutos a paço rápido. Não faria sentido ir de táxi e pagar um balúrdio. A smokes foi comigo e fez-me companhia por algum tempo até que teve de se ir embora de volta para a Universidade.
Bem...mostrei o cartão Europeu de Saúde, preenchi uma ficha e fui vista por uma enfermeira que de seguida mandou-me esperar a minha vez na sala comum. Durante as mais de 9 horas que lá estive contei quantas pessoas alcoolizadas deram entrada no estabelecimento: Oito no total.
Talvez o serviço de saúde da República da Irlanda (que diga-se de passagem é um dos piores da Europa) devia tomar em consideração criar uma ala de “emergência “ somente para essas pessoas alcoolizadas.
Das duas vezes que estive (Março e Julho) na sala de espera das urgências tive que aturar bêbados a queixarem-se, a mandarem vir com a vida, com o sistema hospitalar (“I’ve been here forever”), a tropeçarem, a caírem…no geral a incomodar os pacientes e o staff to hospital com o cheiro e a presença insignificante do estado miserável deles.
Das duas vezes senti o mesmo, pena e desprezo por eles, bêbados. Estão ali a ocupar cadeiras, a passarem afrente de pessoas que estão doentes por circunstâncias acidentais, como estar com uma forte gripe, ter batido com a cabeça no armário devido a sua doença prolongada de Alzheimer, uma reacção alérgica fortíssima (rapariga rodeada por amigas espanholas histéricas que tentam confortar a rapariga que tem o top todo subido e coça sistematicamente as costas cobertas de enormes borbulhas encarnadas), ou uma criança de partiu o pé ao brincar durante o intervalo da hora do almoço na escola nessa tarde.

E estes bêbados estão aqui sem vergonha a pedir cuidados. 

Em Julho visitei a sala de emergências novamente. Sabia todo o processo; mostrar o cartão Europeu, preencher a ficha (onde o meu nome completo de seis nomes não cabe na linha estipulada), ser logo vista por uma enfermeira (desta vez um enfermeiro e uma enfermeira) para avaliar o meu estado. Com dificuldade expliquei os meus sintomas ao longo dos dias e disse que era-me muito doloroso engolir e falar. O senhor observou-me a garganta e fez uma cara surpreendida e séria. Chamou a outra enfermeira para observar-me a garganta tendo a mesma reacção que ele. Tiraram-me a febre, tensão e desta vez imprimiram-me uma pulseira hospitalar com o meu nome e com o nome do hospital.
Fui então sentar-me nas cadeiras de trás para ninguém olhar para mim e para eu ter controlo visual completo daquele espaço cheio de gente doente.

Sentia-me mais fraca sempre que olhava para ela. Aquela pulseira despertava-me pensamentos como: - Sim estou num hospital, sinto-me horrivelmente horrível em todos os aspectos. – Há pessoas nojentas á minha volta. – Sinto inúmeras bactérias e infecções no ar, nas cadeiras, no chão… - O meu pulso está fino e branco, sinto-me tão fraca. – Estou com nojo de mim e com nojo de todos, não quero que ninguém olhe para mim, não consigo e não quero falar com ninguém. – Tudo me irrita, tudo me incomoda. – Odeio, odeio mesmo hospitais, não há nada de positivo neles.
A certo ponto vi o mesmo rapaz a sair da ala de emergência que eu havia ter visto em Março. Digo rapaz porque parece-me que tenha entre 20 a 23 anos de idade. Ao vê-lo pela primeira vez fiquei muito surpreendida e envergonhada por eu ter estado o dia todo a queixar-me por estar assim tão doente. Grande parte da cara dele estava em carne viva coberta com um plástico transparente.
Passados estes messes nada parecia ter mudado. A cara dele continuava brutalmente queimada, e ele entrava e saía lá para fora, presumo eu para fumar um cigarro, sempre com uma postura firme, séria e com um andar confiante e destemido, como se nada de anormal passasse-se com ele. Eu com medo e curiosidade olhava sempre para ele, escondida lá trás criando histórias dramáticas para explicar o sucedido. Não sei como ele era antes, mas agora e sempre ele vai ser um homem marcado. Ele nunca vai esquecer o que lhe aconteceu. Os espelhos, as vitrinas nas ruas, os olhares das pessoas, as crianças a apontar, as dores que sentir, a sensação do vento e dos raios solares, o toque dos seus dedos a passar o gel de tratamento… tudo isso e mais vai assegurar a vida da memória e tudo isso e mais vai formá-lo como alguém muito diferente. 

Entretanto por volta da onze e meia o Darren veio ter comigo. Eu estava no hospital desde as cinco e meia da tarde e disse-lhe que não valia a pena vir ter comigo pois seriam muitas horas de espera, sem nada para fazer. Mas ele insistiu dizendo que já tinham passado várias horas e eu estava sozinha.
Fiquei nervosa sabendo que ele chegaria a qualquer momento e fiquei envergonhada quando ele apareceu. Isto porque eu estava branca e amarela, fraca, ranhosa, com os olhos feios, com dores de cabeça, com dores musculares, sonolenta, cansada, sem paciência, e com as amígdalas lentamente a asfixiar-me…e ele nunca me tinha visto assim. 
Vá lá que quando me viu foi querido e sorriu.

Não querendo acreditar eventualmente chamaram Isabel Cousta di Macíduo (Costa de Macedo). Lá dentro fui muito bem tratada, melhor ainda que da última vez. Claro que houve a mesma conversa sobre Portugal “Oh the Sun” “Oh, so lovely” blá blá blá… 

Fui tratada por um médico muito agradável que depois de analisar o meu estado levantou-se e voltou com outra médica para ter uma segunda opinião. Adorei a sensação de ter dois médicos jovens simpáticos e profissionais a discutir a melhor opção de tratamento para mim. Ao chegarem a um consenso o médico explicou-me o que iria fazer para me por melhor. Eu pedi para ser deitada numa cama porque sentia-me muita fraca e a ideia de perfurar a minha veia no braço esquerdo e ficar lá com uma agulha enfraquecia-me ainda mais e tinha medo de desmaiar. Já conhecia a sensação, seria a segunda vez que ia ficar a soro e é tudo horrível, do momento que se enfia aquela agulha comprida, sentir aquela água suspeita a cair lá de cima a percorrer um tubo de borracha transparente e entrar directamente na minha veia que entretanto fica inchada até ao momento de tirar a agulha e ficar com o braço com nódoa negra e todo dorido. Blahr. 
Antes de me porem a soro, (dois sacos grandes) o médico injectou-me lentamente um saco de antibiótico. Assim que o líquido entrou na veia comecei a sentir um ardor muito forte no braço que percorreu o meu corpo todo. Fiquei confusa, desconfortável e nervosa a olhar para o médico e para o Darren. “Dr. are you sure this is ok? I’m feeling some really weird things!.” A resposta foi óbvia: que sim era normal…
O Dr. foi salvar mais pessoas e eu e o Darren ficamos ali a tirar fotografias e a rir do meu estado. Ele cheio de paciência e boa disposição mesmo sabendo que teria de ir trabalhar dentro de umas horas. Falei com a minha momy ao telemóvel a resumir a saga que foi e de como aquele antibiótico miraculoso em minutos amaciou as minhas amígdalas permitindo-me engolir e falar sem doer. E… claro fiz-me de mariquinhas para receber uns miminhos – “coitadinha da minha bibinhas, longe sem os meus cuidados”. 

O Darren levou-me de táxi e quando cheguei a casa era 5:30 da manhã.

Aqui estou eu doente a escrever. Estou doente mais uma vez. Já perdi a conta de quantas vezes já fiquei doente desde que me mudei para esta cidade.
Parece-me que não vá ter de ir às emergências desta vez. Sinto-me melhor, bem melhor. Ainda assim não me deixo de questionar se estarei eu no lugar certo? Existe a realidade correcta de estar no sítio certo? Como se descobre isso? 

Agora dói-me a cabeça por causa das relações humanas – Fucking pain in the ass. Não percebo nada, é tudo demasiado complicado demasiado contraditório.
Mas agora de nada interessa. É outra história…bem comprida e bem difícil de se escrever.

A completely different story…maybe to be unveiled another time. Not tonight though, not tonight.